sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Grêmio Campeão Brasileiro 1981




Nome
Jogos
Gols
Posição

Leão
23
-
Gol

Remi
1
-
Gol

De León
22
-
Defesa

Casemiro
15
-
Defesa

Dirceu
14
-
Defesa

Newmar
13
2
Defesa

Uchoa
11
-
Defesa

Vantuir
9
1
Defesa

Paulo Roberto
8
-
Defesa

Vicente
4
-
Defesa

China
22
-
Meio-campo

Vilson Tadei
17
2
Meio-campo

Paulo Isidoro
16
7
Meio-campo

Jurandir
4
-
Meio-campo

Flávio
4
1
Meio-campo

Bonamigo
3
-
Meio-campo

Tarciso
22
7
Ataque

Baltazar
21
10
Ataque

Odair
20
1
Ataque

Renato Sá
18
-
Ataque

Héber
15
1
Ataque

Plein
3
-
Ataque


TÉCNICO: Ênio Andrade
Preparador Físico: Júlio Espinosa
Médico: Dr. Dirceu Colla

DIRETORIA
Presidente: Hélio Dourado
Vice de futebol: Rafael Bandeira dos Santos
Diretor: Milton Kuelle
Supervisor: Antônio Carlos Verardi

Taça de Ouro 1981


Início: 17 de janeiro
Final: 03 de maio
Participantes: 44
Jogos: 306
Gols: 754
Média de gols: 2.46
Público: 5.368.926
Média de Público: 17.545
Artilheiro: Nunes (Flamengo) 16 gols



Campeão: Grêmio
Jogos: 23
Vitórias: 14
Empates: 2
Derrotas: 7
G.P.: 32
G.C :18
Saldo: 14
Média: 1,39



Bola de Prata Placar: Benitez (INT), Perivaldo (BOT), Moisés (BNG), Dario Pereyra (SPA), Marinho Chagas (SPA), Zé Mário (Ponte Preta), Elói (Inter de Limeira), Paulo Isidoro (GRE), Paulo César (SPA), Roberto Dinamite (VAS) e Mário Sérgio (INT)

Bola de Ouro: Paulo Isidoro (GRE)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Jornais e Revistas



"Chegou à final, desacreditado: seu adversário era, simplesmente, a “seleção”. Mas ninguém sabia que, entre seus trunfos, havia um técnico vencedor e alguns jogadores predestinados à vitória final. Eram, todos, gigantes.

Na noite histórica de 3 de maio a nação gremista saiu às ruas e tomou conta de todo o Rio Grande do Sul. Eram homens, mulheres e crianças identificados pelas camisas azuis, pretas e brancas, irmanados por uma loucura total e contagiante.
Os homens improvisaram instrumentos para a batucada, onde valia tudo -lata de cerveja e até penico – e a laegria com que conseguiam sons estridentes e retorcidos era igual à alegria de uma grande bateria de escola de samba; as mulheres desfraldaram o pavilhão tricolor com o mesmo orgulho das melhores porta-estandartes; e as crianças sopravam aquelas cornetas barulhentas com vigor semelhante ao de um sentinela em combate.

Loucura – é o mínimo que se pode dizer para sintetizar os sentimentos que essa nação gremista soltou no melhor dia dos 77 anos do clube, o dia em que o Grêmio chegou pela primeira vez ao título de campeão brasileiro. É impossível descrever de outra forma aquela massa que se deslocava aos milhares em direção ao aeroporto Salgado Filho para receber os novos heróis do Rio Grande cantando o refrão do hino gremista com um ufanismo comovente.

Era de se imaginar neles o mesmo orgulho de quem foi para as ruas, em 1930, para receber os revolucionários gaúchos que reagiram à humilhação que o poder central da República impunha à província, atacaram a sede do governo no Rio de Janeiro e amarravam seus cavalos no obelisco da Avenida Rio Branco.

Não há exagero na descrição do desabafo da torcida. Basta reproduzir as palavras do debochado Marinho, após a primeira derrota de seu time, em Porto Alegre:

“O São Paulo não vai perder o título pra esses caras porque tem sete jogadores de seleção.”

Foi esse tipo de provocação que feriu e humilhou o amor-próprio do gaúcho. Mas não foi só ele, foi quase todo o Brasil

debatendo através da imprensa a inferioridade gremista, discutindo os critérios que permitiram sua participação na final, como se o Grêmio fosse o convidado trapalhão prejudicando o brilho da festa ou o patinho feio na lagoa reservada aos cisnes. O resumo era que o São Paulo ia ganhar como quisesse e quando quisesse – tese reforçada depois da virada contra o Botafogo, no Morumbi.
O maior erro na avaliação aconteceu porque poucos sabiam que o Grêmio começou a se preparar antes de todos para a Taça de Ouro. Começou ainda em outubro, com a contratação do uruguaio De León, negócio caro e arriscado na época – 42 milhões. Mas que acabou plenamente justificado pelo futebol deste novo caudilho que chegou prometendo ser campeão brasileiro, depois de faturar a Libertadores e o Mundialito.

Outro momento decisivo foi a aposta em ênio Andrade, um técnico com a bagagem do título brasileiro, invicto, pelo Inter em 79, e que sempre teve seu forte na simplicidade com que transmite as ideias. Um amigo dos jogadores – a ponto de receber o aval de Falcão com uma frase que virou profecia:

“Com a contratação de ênio, o Grêmio começou a ser campeão brasileiro.”

Ênio pegou um time traumatizado em termos de Taça de Ouro, exatamente pelo sucesso impressionante do Inter, seu grande rival do Sul, com três titulos nos últimos seis anos. Essa talvez tenha sido a grande dificuldade para superar os primeiros obstáculos, o que ele só conseguiu com muita determinação. Prova disso é que poucas campanhas do Grêmio em anos anteriores foram piores em termos de retrospecto – sete derrotas em 23 partidas - mas nada abateu a confiança do time, como resumiu Tarciso, o mais antigo dos titulares:

“Nos outros anos, quando havia algum fato negativo, a confiança se abalava e a casa caía. Este ano, houve derrotas incríveis e ninguém se desesperou, porque prevaleceu a força de vontade transmitida pelo comandante aos comandados através do diálogo firme e honesto.”
Os cabelos brancos de ênio Andrade tiveram peso decisivo na armação de um time com esquema de jogo definido e sobretudo preparado para enfrentar os jogos de vida e morte. O Grêmio chegou à final consciente das suas limitações e até satisfeito, mas recebeu na última hora a “ajuda” involuntária do São Paulo, pretensioso e prepotente com declarações como as de Marinho, por exemplo, acreditando que ganha ria o título com o nome de suas estrelas.

O São Paulo perdeu no Olímpico e perdeu no Morumbi porque não se deu conta de que um campeão se faz com humildade e garra. O Brasil deve agradecer ao Grêmio essa lição, até porque o São Paulo é a base da seleção e sentiu na carne como é difícil superar um time com vergonha na cara, de raça, coragem, determinação e disposto a tudo pela vitória.
Essa lição precisa ser assimilada porque o Mundial da Espanha está próximo demais e a lembrança de que fomos “campeões morais” começa a ser esquecida.

Como disse com simplicidade o caudilho De León, no meio da loucura na chegada dos campeões a Porto Alegre.
“Melhor time é o que ganha!”

Nessa pequena e objetiva declaração se resume todo o segredo de qualquer conquista. Assim como definitiva, também, foi a resposta do goleiro Leão àqueles que consideravam suficiente a conduta do Grêmio até a final com o São Paulo. O vice seria o bastante. “Vice? E eu estou aqui pra ser vice?”, bradou Leão, despertando em cada coração gremista a ambição pelo máximo possível. (http://placar.abril.com.br/gremio/materias/e-eram-gigantes.html)

 
 

 
 


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Final - São Paulo 0 x 1 Grêmio











 


SÃO PAULO:
Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Élvio, Renato e Éverton (Assis); Paulo César, Serginho e Zé Sérgio.
Técnico:
Carlos Alberto Silva.
GRÊMIO:
Leão, Paulo Roberto Costa, Newmar, De Leon e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar e Odair (Renato Sá).
Técnico:
Ênio Andrade.

Final -
Jogo de volta
Data:
03/05/1981 - Domingo
Local:
Morumbi (São Paulo-SP);
Público:
95.106 pagantes
Renda:
Cr$ 33.819.400,00
Árbitro
:
José Roberto Wright (RJ);
Cartões Amarelos:
Darío Pereyra, Éverton, Paulo César e China;
Expulsão:
Serginho 43' do 2º.
Gol:
Baltazar 20' do 2º;